Maternar


O efeito Vulcão

Pular soneca produz birra?

Você leu a tabela do sono dos bebês? (publicada em 08/10) Porque lá já falava sobre o tempo que os bebês aguentam acordados. Bebê que pula soneca fica chato, irritadiço e extremamente cansado. Aqui em casa, como eu já disse, a briga com o sono é chatíssima e cansativa para ambos lados. Rafael não pode jamais pular uma soneca, que dá-lhe luta com o sono. Acho muito importante relatar que esse papo de: "deixar acordado de dia pra dormir melhor à noite", definitivamente, não dá certo! Bebês (e crianças) precisam sim de sonecas para não "passarem do ponto".

Por que pular uma soneca resulta em birra e extrema irritação?  
A partir do momento a criança acorda pela manhã ela já começa a consumir os benefícios da noite de sono passada. Ela acorda totalmente restaurada, cheio de energia, mas conforme as horas passam, pouco a pouco, os benefícios do sono da noite passada são esgotados, e um impulso para voltar a dormir começa a existir.  

Quando pegamos a criança nesse estágio e colocamos para dormir a soneca, fortalecemos os benefícios relacionados ao seu reservatório de sono, permitindo que ela ‘recomece’ após cada período de sono.  

Como mostrado nos números abaixo, conforme a maturidade da criança a quantidade de tempo que consegue ficar ‘acordada e feliz’ aumenta.  

Um bebê recém nascido só consegue ficar acordado de 1 a 2 horas antes que o cansaço se instale, enquanto que uma criança de 2 anos consegue durar até 7 horas acordada antes de precisar de uma soneca.  

Quando crianças são ‘forçadas’ a ficarem acordadas além de suas necessidades biológicas sem uma soneca, elas ficam com fatigua, chorosas e infelizes.  

Idade e tempo que aguentam acordados e felizes entre sonecas:

Recém nascido- 1 - 2 horas
6 meses- 2 - 3 horas
12 meses - 3 - 4 horas
18 meses- 4 - 6 horas
2 anos - 5 - 7 horas
3 anos- 6 - 8 horas
4 anos- 6 - 12 horas



Bebês aguentam um breve espaço de tempo acordados e a pressão do sono já chega. Rapidamente alcançam o pico do vulcão, entre 1-3 horas. Por isso é que recém nascidos dormem várias sonecas ao dia e bebês novos requerem 2-4 sonecas diárias.  

Confome o tempo os ciclos de sono do bebê ganham uma maturidade e eles são capazes de ficarem acordados mais tempo entre sonecas. Mas não é até 4 ou 5 anos de idade (as vezes mais) que a criança consegue passar o dia todo sem sonecas e feliz.   


 Pesquisas de sono sugerem que até adultos se beneficiariam de uma soneca no meio do dia ou pelo menos uma pausa para descansar seria extremamente benéfica para reduzir a pressão em todos seres humanos. 


 O efeito vulcânico  

Conforme o dia passa e a pressão do sono se instala, a criança fica mais irritada, chorosa e menos flexível, chora com mais frequência, faz birra, tem menos paciência. Ela perde a concentração e habilidade de aprender e absorver novas informações.  

O termo científico para esse processo é "pressão de sono homeostática " ou "tração do sono homeostática" . . . Eu chamo isso de ’O efeito vulcânico’ .  


Todas nós já vimos esses efeitos no bebê ou na criança, é tão claro como assistir um vulcão entrar em erupção. Quase todo mundo já observou uma criança chorosa e irritada e pensamos ou falamos: "É sono, precisa de uma soneca!"  

Conforme o dia passa, suas necessidades biológicas exigem uma pausa na forma de soneca para reparar, refrescar e se ‘reagrupar’. Se o bebê não tira essa soneca o problema se intensifica: os estrondos e tremores se tornam uma explosão mesmo!  
Sem o descanso da soneca a pressão homeostática continua se acumulando até o final do dia, crescendo e se intensificando- como um vulcão- até que a criança estará completamente exausta, elétrica e incapaz de parar a explosão.  

  O resultado é uma batalha intensa na hora de dormir com uma criança exausta, ranzinza, ou um bebê que não consegue adormecer- não importando o quão cansado esteja. 
 Pior ainda, uma criança que perde sonecas dia após dia acumula deprivação de sono que a põe no estágio do vulcão em erupção mais e mais rapidamente e facilmente.

E se ela está perdendo sonecas E também não tem uma boa qualidade ou quantidade de sono noturno.... cuidado!  


O Efeito Vulcânico não é algo que só acontece em crianças não! Esse processo biológico afeta adultos também. Entender isso pode ajudar a interpretar o que realmente está acontecendo em sua casa e no final de um longo dia, quando as crianças estão irritadas e fazendo birras e os pais estão ranzinzas e irritados também- o resultado é uma fileira inteira de vulcões explodindo!!  

A pressão de sono pode ser intensificada por problemas do ambiente como: noite de sono passada ruim, déficit de sono prévio e estresses diários. Mais ainda, o estado de espírito de cada pessoa afeta os outros, causando um mal humor contagioso! Então você se verá com pouca paciência com seu filho e lhe dirá "Desculpe meu amor, mamãe está cansada agora." (Essa é uma explicação frequente que nós geralmente não paramos para analisar!) 


 O conceito do vulcão ainda traz outra observação importante: Sonecas de qualidade podem compensar por sono noturno perdido- mas tempo extra de sono noturno NÃO compensa sonecas perdidas (devido ao conceito de pressão de sono homeostático). Portanto, não importa se a criança dormiu bem a noite ou não – suas sonecas diárias são importantíssimas para liberar a pressão de sono em ascensão.  

Trecho do livro The No-Cry Nap Solution: Guaranteed Gentle Ways to Solve All Your Naptime Problems por Elizabeth Pantley (McGraw-Hill, January 2009).



Faça o teste! Ponha seu bebê para tirar boas sonecas durante o dia. Depois conte os resultados...




Escrito por Juliana Bolanho às 02h32
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O que é Livre Demanda?

Provavelmente, você já escutou que o peito se dá a demanda. Mas é fácil que lhe tenham explicado mal. Muitas vezes a mulherada acha que está amamentando a livre demanda, mas não está. Aqui em casa é peito toda hora, sem esperar chorar, porque isso seria sinal de que o Rafael já está esfomeado. Ele mama mais ou menos de duas em duas horas, mas como eu nunca olho relógio, não me ligo nisso. Ele mama quando quiser e pelo tempo que estiver com vontade (muitooo, rs). Estamos amamentando exclusivo e em LD há 5 meses e 20 dias e quase chegamos em 9kg. Peito e relógio, definitivamente, não combinam!

É muito difícil erradicar da nossa cultura essa obsessão coletiva com os horários das mamadas. Parece que sempre foi assim. Alguns, ao ouvir falar da livre demanda, acham que é um invento dos hippies e com semelhante despropósito vamos criar uma geração de selvagens indisciplinados. Mas é justo o contrário, dar o peito à demanda é que sempre foi assim e os horários são uma invenção moderna. É verdade que algum médico romano já havia falado de horários, mas foi um caso isolado e naquele tempo as mães não perguntavam aos médicos como tinham que dar o peito. Praticamente todos os médicos do séc.XVIII recomendavam a amamentação a demanda (ou não recomendavam nada, porque, como a amamentação não é uma doença, os médicos não se ocupavam muito desse tema). Só a princípios do séc.XX começaram quase todos os médicos a recomendar um horário e mesmo assim poucas mães o seguiam, porque não havia saúde pública e os pobres não iam ao médico se não estivessem muito doentes. Só quando as visitas ao pediatras começaram a converter-se numa cerimônia regular, em meados do século passado, começaram as mães a tentar seguir um horário, com péssimos resultados.

Muita gente(mães, familiares, médicos ou enfermeiras) lê ou ouve isso de livre demanda e pensa: “Sim, claro, não é necessário ser rígidos com as três horas. Se chora 15 min. antes, pode-se dar o peito e também não é necessário acordá-lo se está dormindo”. Ou então: “Sim, claro, a demanda, como sempre disse, nunca antes de duas horas e meia nem mais tarde que quatro”. Tudo isso não é a demanda; são só horários flexíveis, que claro que não são tão ruins como os horários rígidos, mas continuam causando problemas. Livre demanda significa em qualquer momento, sem olhar o relógio, sem pensar no tempo, tanto se o bebê mamou faz 5 horas quanto se mamou faz 5 minutos.

Mas, como pode ter fome aos cinco minutos? Imagine que está criando o seu filho com mamadeira. Ele costuma tomar 150ml e, de repente, um dia, o bebê só toma 70 ml. Se aos cinco minutos, parece que tem fome, você dá os 80 ml ou pensa: “Como pode ter fome se faz só cinco minutos que tomou a mamadeira?”. Tenho certeza que todas as mães dariam a mamadeira sem duvidar um único minuto, de fato, muitas passariam mais de uma hora tentando meter a mamadeira na boca do bebê a cada cinco minutos. Pois bem, se um bebê solta o peito e ao cabo de cinco minutos parece ter fome, pode ser que só tenha mamado a metade. Talvez tenha engolido ar e se sentia incômodo e agora que arrotou já pode continuar mamando. Talvez tenha se distraído ao ver uma mosca e agora a mosca já se foi e ele percebeu que ainda tem fome. Talvez tanha se enganado, achou que estava satisfeito e agora mudou de opinião. Em todo caso, só esse bebê, nesse momento, pode decidir se precisa mamar ou não. Um especialista que escreveu um livro na sua casa no ano passado ou faz um século, ou a pediatra que viu o bebê na quinta passada e lhe recomendou um horário não podem saber que seu filho hoje, às 14:45 da tarde ia ter fome. Isso seria atribuir-lhes poderes sobrenaturais.

E qual o tempo máximo? É preciso acordá-los? Quantas horas podem estar sem mamar? Em princípio, as horas que queira. Um bebê saudável, que engorda normalmente, não precisa ser acordado. É distinto o caso de um bebê que está doente ou não aumenta normalmente de peso. Um bebê pode estar tão fraco que não tem força para pedir o peito. Nesses casos, é preciso oferecer o peito com mais frequência. Isso também pode aplicar-se aos recém-nascidos.

Quando o bebê dorme muito, muitas vezes não é preciso acordá-lo, mas sim estar atento aos seus sinais de fome. À demanda não significa dar o peito cada vez que chore. O choro é um sinal tardio de fome. Do momento que uma criança maior tenha fome até que chore podem passar várias horas. Do momento que um bebè tem fome até que chore podem passar alguns minutos, ou até mais, dependendo da personalidade do bebê. Mas é raro, que nada mais ter fome, comece a chorar. Antes disso terá mostrado sinais precoces de fome: uma mudança no nível de atividade (acordar, mexer-se), movimentos com a boca, movimentos de procura com a cabeça, barulhinhos, por as mãozinhas na boca...então, é quando se deve pô-lo no peito, não esperar que chorem. Se um bebê que está fraco porque perdeu peso está sozinho no seu quarto, fora da vista dos seus pais, é provável que dê estes sinais e ninguém perceba e ele volte a dormir por cansaço.

Dar o peito à demanda não significa que mame o que mame o bebê, sempre seja normal. Pois bem, também existem valores normais para a frequência e a duração das mamadas. O problema é que não sabemos quais os valores normais para o ser humanos. Porque o ser humano vive em sociedades, em civilizações, com nossas crenças e normas. As espanholas, há trinta anos, davam o peito dez minutos cada quatro horas. Não faziam o que queriam, o normal, mas sim o que havia indicado o médico ou o livro. Se no Alto Orinoco existe uma tribo que dá o peito cinco minutos a cada hora e meia, isso é o natural ou é o que recomenda o xamã da tribo?

Inclusive dentro da Europa há diferenças. Num estudo multinacional sobre crescimento dos bebês, observaram com surpresa que o número médio de mamadas ao dia aos dois meses de idade ia desde 5,7 em Rostock (Alemanha) até 8,5 no Porto, passando por 6,5 em Madrid ou 7,2 em Barcelona. Mulheres de cultura muito similar, que supostamente estão dando o peito à demanda. Como é possível que os bebês demandem mais peito num país que no outro?

A resposta é simples, mas inquietante. Acontece que a amamentação a demanda, o conceito em torno do qual gira esse livro não existe. Não existe porque os bebês não sabem falar. Se um bebê falasse, um observador imparcial poderia certificar: “Efetivamente, essa mãe está dando o peito à demanda”, porque às 11:23 a menina disse: “Mamãe, peito” e às 11:41 voltou a pedir, mas não lhe deu o peito até que pediu por terceira vez, às 11:57. Como os bebês não falam, fica a critério da mãe decidir quando está demandando ou não. Dois bebês choram, uma mãe lhe dá o peito no mesmo instante e a outra olha o relógio e diz: “Fome não é, porque não faz nem uma hora e meia que mamou, devem ser os dentes” e lhe dá um mordedor. Dois bebês mexem a cabecinha e a boca procurando peito. Uma mãe dá o peito, a outra nem percebe porque o bebê estava no berço e a mãe não o via. Dois bebês dizem: “angu”. Uma mãe pensa: “Ui, já acordou” e o põe no peito e a outra o olha embevecida e diz: “que lindo, já diz angu!”.

Por último, recordar que à demanda não só significa quando o bebê quer, mas também quando a mãe quer. É claro que as necessidades de um recém-nascido são totalmente prioritárias. Mas, à medida que o bebê cresce, cada vez sua mãe tem mais possibilidades de decidir quando dá o peito ou não. Vale ressaltar que um horário rígido é inadequado em qualquer idade e sempre convém que o bebê decida a maioria das mamadas. Mas não há problemas em adiantar ou atrasar um pouco alguma das mamadas.

Assim que, ao contrário do que muita gente pensa, a livre demanda não é uma escravidão, mas sim uma liberação para a mãe. A maioria das vezes pode fazer o que quer o seu filho, de modo que o bebê está feliz e não chora e portanto, a mãe também está feliz e não chora. E de vez em quando pode fazer o que ela quer. A escravidão é o relógio.

Como vc amamenta?



Escrito por Juliana Bolanho às 15h41
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Tipos de Parto

 

É comum encontrarmos artigos, ou mesmo cursos de preparação para gestantes, focados na questão dos "tipos de parto", que geralmente acabam artificialmente classificados da seguinte forma:

  • Parto Normal
  • Parto Vaginal
  • Parto Natural
  • Parto Fórceps
  • Parto de Cócoras
  • Parto na Água
  • Parto Humanizado
  • Parto sem Dor
  • Parto Leboyer
  • Cesariana


Em primeiro lugar, devemos pensar o seguinte: é possível classificar partos antes deles acontecerem?

Em segundo lugar: mesmo que fosse possível, é coerente achar que partos, nascimentos, bebês, mulheres possam ser classificados por tipos? Vamos fazer um balanço da história recente da obstetrícia, para entender porque e como os partos foram classificados.

A separação dos partos por tipos aconteceu em decorrência do nosso sistema obstétrico. Desde que o atendimento passou a ser hospitalar, feito exclusivamente pelos médicos, em macas horizontais, com as mulheres em posição ginecológica, a classificação ficou óbvia: "Parto Normal" ou "Cesariana". Não havia alternativa. Se a mulher não conseguia dar à luz nessas condições padronizadas, ia para a cesárea.

As condições padronizadas sob as quais as mulheres deveriam tentar o "Parto Normal" eram: separação do companheiro ou qualquer acompanhante, salas de pré-parto coletivas sem qualquer privacidade, impossibilidade de livre movimentação, soro com hormônios para acelerar as contrações e portanto encurtar o trabalho de parto, período expulsivo com a mulher deitada de costas, pernas amarradas a suportes, comandos para fazer força, enfermeiras empurrando a barriga da mulher, entre outras situações que variavam de serviço para serviço. Convém lembrar que em muitos hospitais do Brasil essa ainda é a regra, infelizmente, indo contra todas as recomendações da Organização Mundial da Saúde. 

Eventualmente o parto ficava difícil e havia a aplicação do fórceps alto (um instrumento que consiste de um par de colheres metálicas), que buscava a cabeça do bebê no canal de parto para puxá-lo para fora. Essas experiências eram traumáticas para a mãe e com freqüência lesavam irreversivelmente o bebê. Era o "Parto Fórceps" ou ainda "Parto a Ferro". Hoje em dia caiu em desuso e os médicos agora usam o "fórceps de alívio", quando o bebê já está mais baixo no canal de parto. Usado com parcimônia seria um excelente recurso para acelerar o período expulsivo em casos de emergêcia ou sofrimento fetal, lembrando que estas são ocorrências extremamente raras em partos de baixo risco. O uso rotineiro é desconselhado, o que vale para qualquer intervenção médica em um processo natural e fisiológico.

A partir da década de 70 o mundo inteiro testemunhou inúmeros movimentos pelo resgate do parto como um evento social, afetivo e familiar. Aqui e ali surgiram obstetras preocupados com o excesso de medicalização e grupos de consumidoras que lutavam por melhores condições para darem à luz seus bebês.

Na França, Leboyer foi um dos expoentes desse movimento e advogou uma forma mais amena de se nascer: pouca luz, silêncio, sem violência, banho do bebê perto da mãe, amamentação precoce. No entanto seu foco era o bebê, não a mulher. Geralmente esta estava deitada de costas, pernas em estribos e o uso da episiotomia era rotina. De qualquer forma, por seu pioneirismo, pela qualidade de nascimento oferecida ao bebê - mais do que pela qualidade de experiência de parto oferecida à mãe - no mundo inteiro esses partos ficaram conhecidos por "Parto Leboyer". 

Ainda na França, na cidade de Pithiviers, Michel Odent, entre várias inovações dignas de mérito, começou a usar banheira com água quente para o conforto das parturientes. De lá para cá, o "Parto na Água" tem sido utilizado no mundo inteiro, em banheiras especiais ou improvisadas. Nas maternidades européias as banheiras são oferecidas às parturientes tanto para o alívio das dores do trabalho de parto, como para o parto em si. Estudos científicos comprovam que o uso da água quente no trabalho de parto é um excelente coadjuvante no combate à tensão e à dor. No Brasil pouquíssimas clínicas e médicos oferecem esse conforto às pacientes, infelizmente.

Onde havia liberdade para movimentação das mulheres, o "Parto de Cócoras" ganhou terreno, por ser mais rápido, mais cômodo para a mulher e mais saudável para o bebê, pois não se produzia mais a compressão de importantes vasos sanguíneos, o que acontece com a mulher deitada de costas. No Brasil o Dr. Moysés Paciornik estudou comunidades indígenas e resgatou o parto verticalizado. Criou com seu filho Dr. Cláudio Paciornik uma cadeira para ser usada em hospitais, que permitia várias posições para a mãe, sem comprometer o conforto do médico. Embora não haja necessidade de cadeiras especiais para que a mulher assuma essa posição, muitos profissionais afirmam que não fazem partos de cócoras porque no hospital não existe "a cadeira para parto de cócoras" à disposição. 

Desde os anos 80, com a popularização das questões ecológicas, e com os movimentos de resgate de uma vida mais saudável, natural e espiritualizada, muitas mulheres passaram a optar pelo "Parto Natural", sem intervenções, sem anestesia e domiciliar em muitos casos. No entanto o termo "Parto Natural" muitas vezes tem sido utilizado como sinônimo de "Parto Vaginal", o que nem sempre é verdadeiro. Um parto vaginal com episiotomia, rompimento artificial da bolsa d'água, aceleração com soro, anestesia, raspagem dos pêlos, entre outras intervenções, não pode ser classificado com o nome de "Parto Natural".

O termo "Parto Sem Dor" tem várias conotações. Os métodos psicoprofiláticos desenvolvidos especialmente nos Estados Unidos propunham uma espécie de treinamento às gestantes, baseado em técnicas respiratórias, de relaxamento, de concentração, entre outas. A idéia geral é que uma mulher bem preparada para o parto e bem acompanhada durante todo o processo terá muito menos dor do que uma mulher assustada e tensa. A idéia faz sentido, mas convém lembrar que a dor do parto continua existindo, agora sem o sofrimento causado por medo e tensão. Os métodos mais conhecidos são Bradley, Lamaze e Hipnobirth.

No Brasil "Parto Sem Dor" é comumente confundido com parto sob anestesia. Obviamente a anestesia bloqueia a dor, mas também diminui as sensações das pernas e do assoalho pélvico. Essas sensações são responsáveis pela força que a mulher faz na hora de "empurrar" o bebê para fora. Portanto, embora haja o bloqueio a dor, alguns efeitos indesejáveis como a perda do controle sobre o processo do parto, entre outros, podem ocorrer. Em muitos serviços médicos a anestesia é aplicada no final do trabalho de parto, já no período expulsivo, de modo que o período de dilatação não se passa sob efeito das drogas anestésicas. De qualquer modo, as formas naturais de se lidar com a dor deveriam ser largamente oferecidos e utilizados antes de serem aplicados os métodos farmacológicos de bloqueio da dor.

Atualmente um novo termo tem sido utilizado: "Parto Humanizado". Como não houve uma formal definição do termo, ele é usado em todo tipo de circunstância. Para o Ministério da Saúde, parto humanizado significa o direito que toda gestante tem de passar por pelo menos 6 consultas de pré-natal e ter sua vaga garantida em um hospital na hora do parto. Para um grupo de médicos, significa permitir que o bebê fique sobre a barriga da mãe por alguns minutos após o parto, antes de ser levado para o berçário. Em alguns hospitais públicos significa salas de partos individuais, a presença de um acompanhante, alojamento conjunto, incentivo à amamentação, entre outros benefícios.

No mundo inteiro, no entanto, o que está se discutindo é: "o atendimento centrado na mulher". Isso deveria ser o correto significado de parto humanizado. Se a mulher vai escolher dar à luz de cócoras ou na água, quanto tempo ela vai querer ficar com o bebê no colo após seu nascimento, quem vai estar em sua companhia, se ela vai querer se alimentar e beber líquidos, todas essas decisões deverão ser tomadas por ela, protagonista de seu próprio parto e dona de seu corpo. São as decisões informadas e baseadas em evidências científicas. 

Enquanto nós mulheres não reivindicarmos nossos direitos, enquanto as decisões couberem aos profissionais prestadores de serviços médicos, aos hospitais que elas escolheram, à diretoria que cria as condições de atendimento, enfim, enquanto deixarmos que os outros cuidem do que é nosso, os "tipos de parto" fazem sentido. É a classificação dos partos que nos serão permitidos ou oferecidos de acordo com as necessidades, conveniências e crenças dos outros.

 



Escrito por Juliana Bolanho às 11h49
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6 motivos para esperar 6 meses para introduzir sólidos

Fico intrigada com a necessidade que a maioria das pessoas têm de que os bebês comecem a comer e beber. É um tal de: dá pãozinho pra ele, olha ele ta querendo comer a bolacha... e por aí vai. Chegam a dizer que o bebê "vai ficar com vontade". Tenha dó! Vai ficar com vontade?? Ele só quer colocar tudo na boca porque está na fase oral (explico melhor sobre isso, depois). Bebês não têm dentes antes dos 6 meses, portanto, não precisam fazer nada além de tomar leitinho. Eu penso que o Rafael vai ter a vida toda pra comer pão, porcarias, arroz e feijão e eu preciso trabalhar muito bem esse processo inicial, que será a base de toda uma vida. Aqui estamos quase chegando no 6 meses de Aleitamento Materno exclusivo e pretendo só introduzir sucos após 1 ano, e alimentos industrializados e com açúcar só depois dos 2 anos (e olhe lá, rs). Bebês nascem, andam, sentam e comem, tudo a seu tempo. Então nada de apressar o curso natural da vida! 

1. O Intestino do bebê precisa estar desenvolvido

Os intestinos sao a parted o corpo que filtra, peneirando as substancias potencialmente perigosas e permitindo os nutrientes saudáveis. Nos primeiros meses, esse sistema de filtracao é imaturo. Entre 4-6 meses o revestimento interno do intestino do bebê passa por um processo de desenvolvimento chamado fechamento, onde o revestimento se torna mais seletivo sobre o que pode ou nao passar. Para prevenir que comidas potencialmente alergênicas entrem na corrente sanguinea, os intestinos maturando secretam IgA , uma proteína imunoglobulina que age como uma proteção, recobrindo os intestinos e prevenindo a passagem de alergenos perigosos. Nos primeiros meses, a producao de IgA é baixa (embora haja muito IgA no leite humano), e é mais facil assim para que potenciais alergenos entrem no organismo do bebe. Uma vez que moléculas de comidas entram no sangue, o sistema imune pode produzir anticorpos contra aquela comida, produzindo uma alergia ao alimento. Por volta de 6-7 meses de idade, os intestinos do bebe estao maduros e capazes de filtrar os alergenos mais ofensivos. Por isso que é tao importante esperar a introdução de alimentos sólidos particularmente se existe uma historia de alergia alimentar na família do bebê, o que demonstra uma tendência do bebe desenvolver alergias tambem, e prestar muita atenção quando oferecer os alimentos aos quais outros membros da familia sao alérgicos.

2. Bebês jovens tem reflexo de propulsão da língua

Nos primeiros 4 meses a lingua tem um reflexo de propulsão para proteger os bebes contra engasgo. Quando qualquer substancia incomum é colocada na lingua, automaticamente empurra para fora e não para dentro. Entre 4-6 meses de idade esse reflexo diminue gradualmente, dando ao primeiro cereal ou fruta uma chance de entrar no estomago e nao ser rejeitado pelo reflexo da lingua. Não somente essa parte inicial do trato digestivo (lingua, boca) não esta pronta para solidos, como tambem a parte final (estomago e intestinos) tambem não estão “prontos”.

3. O mecanismo de engulir do bebe é imaturo.

Outra razão para não ter pressa na introdução de alimentos sólidos é que a lingua e o mecanismo de engulir podem nao estar prontos para funcionar juntos. Dê uma colher de papinha a um bebe com menos de 4 meses, e ele vai mover essa comida ao acaso em sua boca, empurrando um pouco da papinha de volta a faringe onde eh engolida, um pouco vai para espacos grandes entre as bochechas e gengivas, um pouco vai pra frente entre labios e fora para o queixo. Ou seja, o bebe nao tem um bom controle da mastigacao e a direcao para engulir, o que vai ser desenvolvido entre 4-5 meses de idade. Nessa fase o bebe desenvolve a habilidade de mover a comida do comeco da boca para o fundo ao inves de deixar a comida flutuar em todo lugar e cuspir boa parte disso. Antes dos 4 meses de idade, o mecanismos de engulir do bebe eh feito para trabalhar com sugar, mas nao mastigar.

4. Bebês precisam ser capazes de sentar.

Nos primeiros meses, os bebes associam comida com carinho. Se alimentar é uma interacao intima, e bebes frequentemente associam o ritual de comer com pegar no sono nos bracos ou no peito da mae. A mudanca de um peito suave e moron para uma colher fria, dura, pode nao ser bem vinda com uma boca aberta. Dar papinhas ao bebe eh uma maneira mais mecanica e menos intima de “entregar” comida. Requere que o bebe sente num cadeirao de comer, uma habilidade que a maioria dos bebes desenvolvem por volta de 5-7 meses. Segurar um bebe na posicao tradicional de mamar nao eh a melhor maneira de introduzir papinhas, porque seu bebe vai achar que vai ser amamentado (ou tomar mamadeira) e vai achar que algo esta errado e vai provavelmente rejeitar a comida.

5. Bebês novos não sao capazes de mastigar.

Dentes raramente aparecem antes de 6-7 meses, outra evidencia forte de que os bebes muito novinhos sao designados para sugar e nao mastigar. Nos estagios pre-dentes, entre 4-6 meses, bebes tendem a babar, e a saliva que ele baba eh rica em enzimas, que ajudarao a digerir as comidas solidas que virao em breve.

6. Bebês com mais de 6 meses gostam de imitar pais

Por volta dos 6 meses de idade, bebes gostam de imitar o que veem. Eles veem voce comer um legume e curtir mastigar isso. Eles querem pegar um garfo e fazer o mesmo.

 



Escrito por Juliana Bolanho às 18h16
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Eu posso parir!

Todas as mulheres da minha família, nas últimas gerações, pariram. Todas! Minha bisavó teve sete lindas filhas. Todas saudáveis. Todas nasceram de parto domiciliar, na época assistido apenas por parteira tradicional. Minha avó materna teve 10 filhos. Todos, com exceção do último, nasceram de parto domiciliar também. O único que nasceu em hospital, o mais novo, foi parido também. E olha que minha avó, apesar da experiência de ter vivenciado nove partos, teve sua hora ignorada pela enfermeira que “auxiliava” as mulheres do pré-parto. A tal enfermeira disse que ainda ia demorar. Minha avó deu à luz, mesmo sem a ajuda da mulher, em menos de dez minutos naquele dia.

Minha avó paterna teve uma situação mais complicada. Meu pai, seu único filho, estava nascendo em casa. Eis que nasceu um pé e um braço, e o trabalho de parto estacionou. Minha avó morava em uma pequena cidade do interior. Ele foi devolvido à barriga (!!!!) e minha avó trazida para a capital. Aqui o parto foi concluído com a ajuda de médicos, mas não foi uma cesariana; os médicos perguntaram se deveriam salvar ela ou o bebê. Escolheram salvar a mãe, mas, como podem perceber, meu pai sobreviveu (sem sequelas) e estou aqui contando a história. Isso aconteceu no início da década de 50. A cesariana já existia, mas os médicos preferiam ajudá-la a parir . Ah, ela estava com quarenta anos. Alguém tem dúvida que hoje ela teria sofrido uma cesariana?

Minhas tias pariram. Tias maternas, não tenho tias paternas, visto que meu pai é filho único. Todos os meus primos e primas nasceram de parto normal. A propósito, todas as minhas primas que têm filhos também pariram, e olha que são da nossa geração (incrível)!

Minha mãe também pariu. Foram três filhos. Partos cheios de intervenção, é verdade. Todos partos hospitalares. Mas fiquei orgulhosa da minha mãe: esses dias ela contou que, quando estava me trazendo ao mundo, recusou o famoso sorinho. Ela me disse que não queria nada na mão dela, atrapalhando sua mobilidade. E olha que ela nem sabia que aquele tal sorinho poderia conter substâncias para acelerar o trabalho de parto. O médico? Disse “deixa” pra enfermeira. O que ele podia fazer pra controlar aquela mulher tão dona da situação? Ah, e quase “sentou” na maca, hahaha! Escolheu a posição que queria pra parir. E ainda me revelou que o sonho dela era parir na água!

Eu não pensava em ter filhos. Aliás, pensava. Mas temia. Temia tudo, mas principalmente temia a dor. Não consigo explicar o porquê, mas tinha pavor. Não sei se a culpa é das cenas criadas para telenovelas ou se pela formação que recebi, aprendendo que “por causa do pecado, Deus multiplicou as dores do parto”. O fato é que, juntando-se os medos das dores e as dores que a responsabilidade de educar um ser humano traz, havia desistido de parir. Aliás, mais que isso, havia desistido de ser mãe.

Acontece que, tão inexplicável quanto o surgimento dos medos, voltou à tona a vontade de deixar um pouquinho do meu DNA para as gerações futuras. Junto com essa vontade, veio o desejo de buscar informações, saber se realmente era verdade que parir é sinônimo de sofrer. Na minha cabeça, parir era um mal necessário. Um sofrimento obrigatório para quem deseja gozar da benesse que é o ser mãe. Mal sabia eu que atualmente, no Brasil, o difícil é alguém acreditar que uma mulher precise passar pelo parto para ser mãe.

Comecei a ler e a ficar assustada. Parir é bem mais, muito mais difícil do que eu acreditava. Não, não falo aqui de dores cinematográficas não. O medo dessas, perdi. Descobri que dor é algo relativo e que existem formas naturais e eficazes de diminuir a sensação de dor. Descobri também que a famosa dor do parto nem é intermitente. Que quando ela se torna contínua está perto do bebê chegar. Que o corpo da mulher libera hormônios que produzem sensação de prazer no processo do parto. Descobri até – pasmem – que existem mulheres que afirmam ter parto orgásmico!

Mas então por que parir se tornou uma tarefa tão difícil? Simples: quase ninguém mais acredita que a mulher pode parir. Na maioria das vezes nem mesmo a própria mulher acredita. Um processo que, antes, era considerado fisiológico é agora encarado pela maioria como uma situação de extremo risco, como se o bebê do século XXI fosse uma bomba relógio dentro da mãe, que precisa ser desativada antes de explodir. E como se o médico “cesarista” fosse um herói, um ser fantástico capaz de desativar essa bomba. A maioria das mulheres ouve, desde a primeira consulta do seu pré-natal, alguma desculpa para ter sua barriga cortada e seu bebê extraído. Ah, as mulheres de hoje em dia só produzem bebê com cordões assassinos! E tem mais: muitas têm uma evolução às avessas, pois têm quase sempre um quadril muito estreito (!?) para a passagem do bebê! O que Darwin diria sobre isso?

Felizmente existem algumas mulheres – raras mulheres – que acreditam que são capazes, sim, de parir! Encontrei algumas dessas mulheres na minha busca por informações. Mulheres que ainda lembram que são humanas, de carne e osso. Que são mamíferas, menstruam, que têm útero. E que foram “feitas” fisiologicamente para parir. Mulheres que ainda sabem que são animais, bicho-gente. Dito assim parece assustador, mas essa é a nossa essência: somos animais, somos natureza. Por perder essa essência, creio eu, é que nosso planeta está se degradando (mas isso é assunto pra outro texto). Descobri que quero ser uma dessas mulheres, que não tem medo de sangue, que não nega dores, mas que entende que elas são suportáveis e fisiológicas, uma resposta natural de um corpo que se prepara pra produzir um dos mais espantosos e lindos feitos da natureza. Hoje compreendo que um trabalho de parto não é sinônimo de sofrimento, e que é um evento natural da vida de uma mulher saudável.

Decidi que quero ser mãe. Não, ainda não estou gestando, pelo menos não no meu útero. Estou gestando no meu cérebro. Como humanos, temos uma condição diferente de outros seres da natureza, podemos planejar nossas ações. Sim, é a razão. A tão aclamada razão. Decidi usá-la a meu favor. Decidi refletir sobre o assunto parto antes mesmo de ter um bebê no ventre, e cheguei a conclusão que me parece mais óbvia: parir é a melhor forma de trazer um filhote de humano ao mundo! Simples assim! Depois de ler e conhecer muitas histórias, mas ainda não todas que posso até engravidar – e parir – descobri que, apesar da “hospitalização” e “medicalização” do nascimento, – fantástico (!) – , a mulher pode parir! Vejam, comecei mostrando que isso é fato, foi assim com minhas “ancestrais”, com as mulheres da minha família. E por que comigo será diferente? Infelizmente é bastante difícil convencer as pessoas dessa conclusão óbvia. Porém percebo que a grande diferença está no que eu mesma acredito, e que cabe a mim lutar para alcançar a realização dessa meta. Sim, eu quero, eu desejo, eu escolho parir! Eu posso parir!

Texto de Anne - 28/08/09- Uma mulher que, sim, conseguiu parir!  em breve postarei seu Relato de Parto.




Escrito por Juliana Bolanho às 12h05
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Tabela do Sono dos bebês

Agora que você já entendeu o funcionamento desse grande motivo de choros, o sono; veja a seguir a cada quanto tempo colocar seu bebê para tirar sonecas, sem que ele fique exausto e "passe do ponto".

Recém-nascido: 1 Semana
- Bebê dorme bastante, 15-18 horas/dia
- Geralmente em intervalos de 2-4 horas
- Não há padrão de sono

2 a 4 semanas
- Sem tabela de horários, permita que o bebê durma quando precisa
- Bebê provavelmente não dormirá por periodos longos à noite
- O maior período pode ser de 3-4 horas

5 a 8 semanas
- Bebê está mais interessado em brinquedos e objetos
- O maior período de sono começa a aparecer regularmente nas primeiras horas da noite
- O período mais longo é de 4-6 horas (menos se tem cólicas)
- O bebê "fácil" tem períodos mais regulares
- Ponha-o para dormir aos primeiros sinais de cansaço
- Ponha-o pra dormir: não mais que 2 horas acordado
- Após acordar pela manhã já está pronto para soneca somente 1 hora depois
- O bebê vai se distrair mais facilmente, então precisa de um lugar quieto pra dormir
- Crie uma rotina de atividades que acontecem antes de cada soneca e da hora de dormir à noite
- Sinais de extrema fadiga: irritável, puxa o próprio cabelo, bate na própria orelha

3 a 4 meses
- A necessidade é maior de um lugar calmo e quieto para dormir, pois o bebê se distrai mais facilmente
- Não deixar o bebê acordado por mais de 2 horas (alguns agüentam somente 1 hora)
- 6 semanas de vida é quando o período de sono mais longo deve ser preferencialmente à noite (não de dia)
- O maior período de sono é somente de 4-6 horas
- Comece a colocar o bebê para dormir antes dele começar a ficar irritado ou sonolento


4 a 8 meses
- O sono do bebê se torna mais como o do adulto, com período inicial de não-REM
- A maoria acorda entre 7 da manhã, mas geralmente entre 6-8.
- Se o bebê acordar antes das 6 é bom colocar para dormir após mamar e trocar a fralda
- Não é possível mudar a hora que o bebê acorda de manhã colocando-o para dormir mais tarde
- Comidas sólidas antes de dormir tambem não resultam em acordar mais tarde
- O período acordado de manhã deve ser de cerca de 2 horas para bebê de 4 meses e 3 horas para bebês de 8 meses
- Então a soneca da manhã é por volta das 9 horas para a maioria
- Tenha um período tranqüilo e quieto, parte da rotina de dormir, com duração máxima de 30 minutos. Essa rotina deve começar 30 minutos ANTES do fim do período que o bebê fica acordado
- Um soneca só é restauradora se é de 1 hora ou mais, algumas vezes 40-45 minutos conta, mas 1 hora ou mais é o ideal
- Conte com outra soneca após 2-3 horas acordado
- Evite mini-sonecas no carro ou parque
- Não deixe o bebê tirar uma sonequinha para compensar uma soneca perdida
- Se o bebê tira a soneca quando deveria estar acordado, bagunça a rotina acordado/dormindo
- A Segunda soneca é geralmente entre meio-dia e 2 da tarde (antes das 3)
- Deve durar 1-2 horas
- Uma terceira soneca poderá ou não ocorrer, se ocorrer será entre 3-5 da tarde e geralmente bem rápida
- A terceira soneca desaparece por volta dos 9 meses de idade
- A hora de dormir ideal é entre 6-8 da noite, decida pelo quanto a criança está cansada
- Empregue uma rotina antes da cama com a mesma seqüência de eventos toda noite, assim a criança começará a predizer o que vem a seguir, ou seja, o sono
- A criança poderá acordar de 4-6 horas depois para mamar, algumas estarão com fome mas outras vão dormir direto, depende do indivíduo
- Uma Segunda mamada podera’ ocorrer por volta de 4-5 da madrugada,

9 a 12 meses
- A maioria dos bebês dessa idade realmente precisam de 2 sonecas/dia com duração total de 3 horas de sono
- Por o bebê pra dormir à noite mais cedo permitirá que ele durma até mais tarde de manhã (em alguns casos não )
- Rotina usual: acorda às 6-7 da manha, soneca da manhã 9:00, soneca da tarde 1:00 (antes das 3 pra não atrapalhar com o sono da noite), dormir à noite entre 6-8 pm
- Se o bebê que dormia à noite toda começar a acordar, tente antecipar a hora de dormir gradualmente de 20-20 minutos.

12 a 21 meses (1 ano a 1 ano e 9 meses)
- Muda de 2 sonecas para 1 soneca/dia, total duração de sono 2 horas e meia
- Se a mudança para 1 soneca é difícil, tente por na cama mais cedo, a criança poderá tirar 2 sonecas num dia e 1 no outro até estabilizar

21 a 36 meses (1 e 9 meses a 3 anos)
- Maioria das crianças ainda precisam de uma soneca
- Em média a soneca é de 2 horas mas pode ser entre 1-3 horas
- Maioria das crianças dormem entre 7-9 da noite, acordam entre 6:30-8 da manhã
- Se a soneca não aconteceu, é preciso por na cama mais cedo ainda
- Se a criança não dorme bem durante a noite, não permitir que a criança tire a soneca pode ser problemático, causar extrema fadiga
- Se a criança acorda entre 5-6 da manhã, e está bem descansada, pode-se tentar encorajar mais sono com cortinas escuras
- Ir pra cama mais cedo pode resultar em acordar mais tarde de manhã (sono traz mais sono, na maioria dos casos)

3 a 6 anos
- A maioria ainda vai dormir entre 7-9 da noite, acorda entre 6:30 e 8 da manhã
- Aos 3 anos a maioria das crianças precisam de 1 soneca todos os dias
- Aos 4 anos, cerca de 50% das crianças tiram soneca 5 dias/semana
- Aos 5 anos de idade, cerca de 25% das crianças tiram soneca 4 dias/semana
- Aos 6 anos de idade as sonecas geralmente desaparecem
- Aos 3 e 4 anos a soneca dura 1-3 horas
- Aos 5 e 6 anos a soneca dura entre 1-2 horas

7 a 12 anos
- A maioria das crianças de 12 anos vão dormir entre 7:30 e 10 da noite, na média 9 da noite. A maioria dorme 9-12 horas/noite.
- Muitas crianças de 14-16 anos agora precisam de mais sono que quando eram pré-adolescentes para manter a atividade ótima e serem alertas durante o dia



Escrito por Juliana Bolanho às 16h22
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Oito Fatos Sobre o Sono de Bebês que Todo Pai e Toda Mãe Deveriam Saber

Aqui em casa o sono é nosso maior problema. Rafael se esgoela, se debate e luta contra o sono. Tem que rolar todo um ritual, banho morno, barulho estático, caminha dos papais, mamar e embaladas. Às vezes, após tudo isso e uns 50 minutos de insistência, ele dorme. Não é fácil! Muito exaustivo para os pais e tenho certeza que pra ele também. Segue texto do Dr. Sears, e em seguida postarei a tabela do sono dos bebês.

Para melhor entender como tornar possível que você e seu bebê apreciem a hora de ir dormir e permaneçam dormindo, aqui vão alguns princípios do sono
que todo pai/mãe recentes precisam entender.

1. Como você dorme - Depois de vestir-se ou despir-se para ir para a cama, a maioria dos adultos relaxa para o sono ao executar vários rituais noturnos:
leitura, música, TV ou sexo. Quando você adormece, os centros elevados no cérebro começam a descansar, possibilitando a você entrar nos estágios de
sono profundo chamados "não-REM" (REM da sigla em inglês para movimentos rápidos dos olhos), ou sono profundo (também chamado de sono tranqüilo). Sua
mente e seu corpo estão mais tranqüilos durante esse estágio do sono. Seu corpo está parado, sua respiração está superficial e regular, seus músculos
estão soltos e você está "chapado". Depois de uma hora e meia nesse estágio de sono tranqüilo, seu cérebro começa a "despertar" e começa a trabalhar, o
que tira você do sono profundo, trazendo-o para o sono leve ou sono ativo, chamado de sono REM (movimento rápido dos olhos). Durante esse estágio do
sono seus olhos realmente se movem sob suas pálpebras enquanto seu cérebro se exercita. Você sonha e começa a se mexer e talvez até arrume as cobertas
sem estar totalmente acordado. É durante esse estágio do sono que você talvez acorde para ir ao banheiro, para depois retornar à cama e mergulhar
num sono profundo. Estes ciclos alternados de sono leve e profundo continuam a cada duas horas ao longo da noite, então um adulto típico pode ter uma
média de seis horas em sono tranqüilo e duas horas em sono ativo. Portanto, você não dorme profundamente a noite toda, embora talvez  sinta como se
dormisse.

2. Como bebês iniciam o sono - Você está embalando, caminhando ou amamentando seu bebê e as pálpebras dele começam a fechar assim que ele
adormece em seus braços. Os olhos dele fecham-se completamente, as pálpebras continuam a tremer e a respiração ainda é irregular. As mãos e braços estão
flexionados, e ele pode se assustar, contrair os músculos e  sorrir rapidamente, é o chamado "sorriso do sono". Ele talvez continue a sugar com
a boca tremendo. Assim que você dobra seu corpo para colocar seu bebê "adormecido" no berço e tentar sair silenciosamente de perto, ele acorda e
chora. Isso acontece porque ele não estava completamente adormecido. Ele estava ainda naquele estágio de sono leve quando você o colocou no berço.
Agora tente novamente seu ritual noturno, mas continue por mais tempo (cerca de 20 minutos a mais). Você vai notar que o bebê pára de sorrir  e de
contrair-se; a respiração dele torna-se mais regular e superficial, os músculos completamente relaxados. Os punhos fechados abrem-se e os braços e
pernas ficam pendurados como se não tivessem peso algum. Martha e eu chamamos isso de "membros bambos", um sinal de sono profundo.  O bebê agora
está num sono mais profundo, permitindo que você o coloque no berço e saia de perto, suspirando aliviado e satisfeito porque seu bebê finalmente está
descansando confortavelmente.

LIÇÃO NÚMERO 1 PARA OS PAIS NA HORA DE DORMIR: Bebês precisam dos pais para dormir, não podem simplesmente ser postos para dormir. Alguns bebês podem
ser colocados no berço  sonolentos mas  ainda acordados e cair no sono por si sós, outros precisam de ajuda dos pais, sendo embalados ou amamentados
para dormir.

A razão é que, enquanto adultos  podem geralmente ir direto para o estágio de sono profundo, bebês nos seus primeiros meses de vida caem no sono
através de um período inicial de sono leve. Depois de 20 minutos ou mais eles gradualmente entram no sono profundo, do qual eles não são tão
facilmente despertados. Como você provavelmente sabe por experiência própria, se você tentar apressar seu bebê para colocá-lo na cama enquanto
ele ainda está no estágio inicial de sono leve, ele geralmente acorda.
Muitos pais e mães me dizem: "Meu bebê precisa estar completamente adormecido antes que eu possa colocá-lo  no berço." Em alguns meses, alguns
bebês podem cair num sono profundo mais rapidamente, ultrapassando o longo estágio de sono leve. Aprenda a reconhecer  os estágios de sono do seu bebê.
Espere até que seu bebê esteja num sono profundo antes de mudá-lo de um lugar para outro, como da sua cama para o berço ou da cadeirinha do carro
para  cama/berço.

3. Bebês têm ciclos de sono mais curtos que você. Permaneça em pé ao lado do seu bebê adormecido e observe enquanto ele dorme. Cerca de uma hora depois
que ele adormece, ele começa a se encolher, revira-se um pouco, suas pálpebras mexem, ele esboça um sosrriso, sua respiração torna-se irregular,
seus músculos contraem-se. Ele está novamente entrando na fase de sono leve.
O tempo de transição entre sono profundo e sono leve é um período vulnerável durante o qual muitos bebês vão acordar se houver algum estímulo
desconfortável ou irritante, como fome.  Se o bebê não acordar, ele permanecerá neste período de sono leve durante os próximos 10 minutos e
retorna novamente para o sono profundo. Os ciclos de sono dos adultos (passagem de sono leve para profundo e depois de volta ao sono leve) duram
em média 90 minutos. Os ciclos de sono dos bebês é mais curto, durando 50 a 60 minutos, então eles vivenciam um período vulnerável para acordar no meio
da noite a cada hora ou até menos. Quando seu bebê entra no ciclo de sono leve, se você colocar uma mão carinhosa nas costas dele e cantar uma cantiga
de ninar calma, ou somente permanecer ao lado do bebê se ele estiver na sua cama; você pode ajudá-lo a superar esse período de sono leve sem acordar.

LIÇÃO NÚMERO 2 PARA OS PAIS NA HORA DE DORMIR: Alguns bebês precisam de ajuda para adormecerem novamente.

Alguns bebês "auto-suficientes" podem superar o período vulnerável sem despertarem completamente e se eles acordam, eles podem retornar ao sono
profundo sozinhos. Outros bebês precisam de uma mão carinhosa, uma voz ou o seio da mãe para retornar ao sono profundo. A partir destas diferenças
únicas no ciclo de sono, aprendemos que um dos objetivos da atuação dos pais na hora de colocar os bebês para dormir é criar um ambiente que auxilie o
bebê a superar o período vulnerável e retornar ao sono profundo sem acordar.

4. Bebês não dormem tão profundamente quanto você. Não só os bebês levam mais tempo para adormecer como também têm períodos vulneráveis para acordar
com mais freqüência; eles têm duas vezes mais períodos de sono ativo ou leve que os adultos. À primeira vista, isso parece injusto com os pais cansados
depois de um longo dia de cuidados com o bebê. Entretanto, se você considerar o princípio de desenvolvimento por trás da forma como os bebês
dormem - ou não - por uma razão vital,  pode parecer mais fácil para você compreender as necessidades do seu bebê na hora de adormecer e desenvolver
um estilo de "hora de dormir" que ajude mais do que prejudique os ritmos naturais de sono do bebê. É aqui que aparecem os meus conflitos  com os
"treinadores de sono" modernos que recomendam uma variedade de técnicas e apetrechos para ajudar o bebê a dormir mais profundamente durante a noite -
há um preço, e talvez, um risco.

5. Acordar durante a noite traz benefícios à sobrevivência. Nos primeiros meses de vida, as necessidades do bebê estão no limite máximo, mas sua
habilidade de comunicá-las é mínima. Suponhamos que um bebê permanece profundamente adormecido durante a maior parte da noite. Algumas
necessidades básicas iriam permanecer não supridas. Bebês novinhos têm estômagos diminutos e o leite materno é digerido muito rapidamente. Se o
estímulo de fome do bebê não o acordasse facilmente, isso não seria bom para sobrevivência dele. Se um nariz entupido e uma dificuldade respiratória, ou
um ambiente frio o incomodassem e o estado de sono estivesse tão profundo que ele não pudesse comunicar tais necessidades, a sobrevivência dessa
criança estaria em jogo.

Uma coisa que aprendemos durante nossos anos em pediatria é que bebês fazem o que fazem porque eles foram programados dessa forma. No caso do sono do
lactente, pesquisas sugerem que o sono ativo protege os bebês. Imagine que seu bebê dormisse como um adulto, o que significaria o predomínio do sono
profundo. Parece maravilhoso ! Para você, talvez, mas não para o bebê.
Imagine que o bebê tivesse necessidade de calor, comida, ou uma via aérea desobstruída, mas porque ele estivesse dormindo tão profundamente ele não
pudesse despertar e reconhecer ou agir para ter suas necessidades supridas.
O bem-estar do bebê estaria ameaçado. Parece que bebês nascem programados com padrões de sono que possibilitam acordar em resposta a circunstâncias
que ameaçam seu bem-estar. Nós acreditamos e pesquisas respaldam que os estágios freqüentes de sono REM servem ao melhor interesse psicológico dos
bebês durante os primeiros meses, quando seu bem-estar está mais ameaçado.

LIÇÃO NÚMERO 3 PARA OS PAIS NA HORA DE DORMIR: Encorajar um bebê a dormir profundamente demais, cedo demais, pode não servir ao melhor interesse de
sobrevivência e desenvolvimento do bebê. É por isso que novos pais, vulneráveis aos apelos dos "treinadores do sono" para conseguir que seus
bebês durmam a noite, não devem se sentir pressionados a conseguir que seus bebês durmam por tempo demais, profudamente demais, cedo demais.

6. Acordar durante a noite tem seus benefícios em termos de desenvolvimento.
Pesquisadores do sono acreditam que bebês dormem de forma mais "inteligente" que os adultos. Eles teorizam que o sono leve ajuda o cérebro a
desenvolver-se porque  este não descansa durante o sono REM. De fato, o fluxo sangüíneo até o cérebro quase dobra durante o sono REM. (Esse aumento
de fluxo sangüíneo é particularmente evidente na área do cérebro que controla automaticamente a respiração). Durante o sono REM o corpo aumenta a
sua produção de certas proteínas nervosas, os "tijolos" de construção do cérebro. Acredita-se que a  aprendizagem também  ocorra durante o estágio
ativo de sono.

O cérebro pode usar esse momento para processar informações adquiridas enquanto desperto, armazenando o que é benéfico ao indivíduo e
descartando o que não é. Alguns pesquisadores do sono acreditam que o sono REM age para auto-estimular o cérebro em desenvolvimento, provendo imagens
benéficas que promovem o desenvolvimento mental. Durante o estágio de sono leve, os centros mais elevados do cérebro permanecem operando, mas durante o
sono profundo esses centros são desligados e o bebê  é mantido através dos centros inferiores do seu cérebro. É possível que durante o estágio de
crescimento rápido do cérebro (o cérebro dos bebês cresce até cerca de 70% do volume adulto durante os primeiros 2 anos), o cérebro precise continuar
funcionando durante o sono para desenvolver-se. É interessante notar que prematuros passam ainda mais tempo do seu sono (aproximadamente 90%)  em
REM, talvez para acelerar o crescimento cerebral. Como se pode ver, o período da vida quando humanos dormem mais e o seu cérebro se desenvolve
mais rapidamente é também aquele em que eles têm o sono mais ativo. Certa vez, quando eu estava explicando a teoria do sono leve que  desenvolve o
cérebro dos bebês, uma mãe cansada de um bebê muito alerta deu uma gargalhada e disse "se isso é verdade, meu bebê vai ser muito inteligente".

7. À medida em que crescem, os bebês atingem a maturidade do sono. "Okay", você diz, "eu entendo o planejamento do desenvolvimento, mas quando meu bebê
vai dormir durante a noite toda ?" A idade na qual os bebês se acomodam - o que significa quando eles adormecem rapidamente e permanecem adormecidos
varia enormemente entre os bebês. Alguns adormecem facilmente, mas não permanecem adormecidos. Outros adormecem com dificuldade mas permanecem
adormecidos. Outros bebês que provocam exaustão nem querem adormecer nem permanecem adormecidos.

Nos primeiros 3 meses de vida, bebezinhos raramente dormem por mais que 4 horas seguidas sem precisarem de uma mamada. Bebezinhos novinhos têm
estômagos diminutos. Mesmo assim, eles dormem um total de 14-18 horas por dia. Entre 3 a 6 meses de idade, a maioria dos bebês começa a se acomodar.
Eles estão acordados por períodos maiores durante o dia e alguns podem até dormir por 5 horas seguidas durante a noite. Entre 3 a 6 meses, esteja
preparado para uma ou duas levantadas durante a noite. Você também verá que o período de sono profundo aumenta. Os períodos vulneráveis  para acordar
durante a noite diminuem e os bebês são capazes de entrar num sono profundo mais rapidamente. Isso é chamado maturidade do sono.

LIÇÃO NÚMERO 4 PARA OS PAIS NA HORA DE DORMIR: Um fato importante a ser lembrado é que os hábitos de sono de seu bebê são mais um retrato do
temperamento do seu bebê do que o estilo de seus pais colocarem-no para dormir.  Tenha em mente que outros pais geralmente exageram quanto à
quantidade de horas que os bebês deles dormem, como se isso fosse um distintivo de "bons pais", quando na verdade não é. Não é por sua culpa  que
o bebê acorda.

8. Bebês ainda acordam. Há uma variação entre os bebês sobre quando eles amadurecem para esses padrões de sono semelhantes ao de adultos. Entretanto,
apesar de os bebês atingirem essa maturidade do sono entre a segunda metade do primeiro ano de vida, muitos ainda acordam. O motivo ? Estímulos
dolorosos, como resfriados e dores da erupção dos dentes, tornam-se mais freqüentes. Acontecimentos importantes no desenvolvimento, como sentar,
engatinhar, caminhar, levam os bebês a "praticarem" suas novas habilidades enquanto dormem. Então entre um e dois anos de idade, quando o bebê começa a
dormir durante os estímulos para acordar acima mencionados, outras causas levam-no a acordar durante a noite, como ansiedade de separação e pesadelos.

Mesmo compreendendo o porquê de bebês terem uma tendência a acordar durante a noite, conclui-se que é importante tanto para pais quanto para os bebês
terem uma noite de sono reparador, senão bebês, pais e seu relacionamento não vão vingar.



Escrito por Juliana Bolanho às 16h04
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O Choro dos Bebês

Bebês choram, e muito. Mas qual o motivo? Como saber distinguir o choro de fome, sono, sede, fralda? No meu caso o principal choro é por sono. Rafael luta contra o sono absurdamente. Vou inclusive primeiramente falar sobre o choro, mas amanhã postarei sobre o sono. Só digo uma coisa a mamães de primeira viagem. Não tem coisa mais triste do que alguém que deixe um bebê chorando. Já que esta é a única forma de comunicação que eles têm com a gente. Seu bebê precisa de você!

Acredite no valor da linguagem do choro do seu bebê. O choro de um bebê é um sinal programado para a sua sobrevivência e para o desenvolvimento dos pais. Responder sensivelmente ao choro do seu bebê cria confiança. Bebês confiam nas pessoas que cuidam deles para satisfazerem suas necessidades. Pais gradualmente aprendem a confiar na sua habilidade de satisfazer as necessidades do seu bebê. Isso eleva a comunicação entre pais-filhos a um nível mais alto. Bebezinhos choram para comunicar, não para manipular.

1. O choro do bebê é um sinal perfeito
Cientistas já há muito concluíram que o som do choro de um bebê tem todas as três características de um sinal perfeito.

* Primeiro, um sinal perfeito é automático. Um recém-nascido chora por reflexo. Ele tem uma necessidade, que desencadeia uma inspiração súbita de ar seguida por uma expiração forçada de ar através das cordas vocais, que vibram para produzir o som que chamamos de choro. Nos primeiros meses, o bebezinho não pensa "que tipo de choro vai me possibilitar ser alimentado ?" Ele só chora automaticamente. O choro é facilmente criado. Uma vez que os pulmões estão cheios de ar, o bebê pode iniciar o choro com muito pouco esforço.

* Segundo, o choro é apropriadamente perturbador: alto o suficiente para atrair a atenção de quem está cuidando do bebê e fazê-lo tentar parar o choro, mas não tão perturbador que leve o ouvinte a tentar evitar o som completamente.

* Terceiro, o choro pode ser modificado quando ambos mensageiro e ouvinte aprendem formas de fazer o sinal mais preciso. Cada bebê é único. O choro de um bebê é uma linguagem e cada bebê chora de uma forma diferente. Pesquisadores da voz chamam tais sons de impressões do choro, que são tão individuais para cada bebê quanto impressões digitais.

2. Resposta biológica
2. Responder ao choro do bebê é biologicamente correto. Uma mãe é biologicamente programada para dar uma resposta reconfortante para o choro do seu recém-nascido e não para conter-se. Mudanças biológicas fascinantes acontecem no corpo da mãe em resposta ao choro do seu bebê. Depois de ouvir o choro, aumenta o fluxo sangüíneo nos seios da mãe, acompanhado de uma urgência biológica para "pegar e amamentar". O ato de amamentar por si só causa um aumento na prolactina, um hormônio que se acredita forme a base biológica do termo "intuição materna". Ocitocina, o hormônio que leva à descida do leite, traz sensações de relaxamento e prazer; uma sensação prazerosa após a tensão proporcionada pelo choro do bebê. Esses sentimentos ajudam a mãe a amar seu bebê. Mães, dêem atenção às dicas biológicas quando seu bebê chora ao invés de ouvir os conselhos das pessoas que recomendam ignorar o choro. Esses acontecimentos biológicos explicam porque é fácil para outros dizerem tal coisa. Eles não estão biologicamente conectados ao seu bebê. Nada acontece com os hormônios deles quando seu bebê chora.

3. Ignorar ou responder ao sinal do choro ?
Uma vez que você compreende o valor especial do sinal de choro do seu bebê, o importante é saber o que fazer quando acontece. Você tem duas opções básicas: ignorar ou responder. Ignorar o choro do seu bebê é geralmente uma situação em que há perdas dos dois lados. Um bebê mais passivo desiste e pára de dar o sinal, torna-se arredio, eventualmente percebe que chorar não vale a pena e conclui que ele mesmo não vale a pena. O bebê perde a motivação para comunicar-se com seus pais, os pais perdem a oportunidade de conhecerem seu bebê. Todos perdem. Um bebê com personalidade persistente não desiste tão facilmente. Ao invés disso, ele chora mais alto e continua aumentando o sinal, fazendo-o mais e mais desconcertante. Você poderia ignorar esse sinal persistente de várias maneiras. Você poderia esperar até que ele pare de chorar e depois pegá-lo no colo, assim ele não pensa que foi o choro que conseguiu sua atenção. Isso na verdade é uma guerra de poder: você ensina o bebê que você está em controle da situação, mas também ensina que ele não tem poder de comunicação. Isso fecha o canal de comunicação mãe-filho (ou pai-filho) e, a longo prazo, todos saem perdendo.

Você poderia se dessensibilizar tão completamente a ponto de o choro não incomodar mais; assim você pode ensinar seu bebê que ele só é atendido quando é a hora certa. Essa também é uma situação em que todos saem perdendo: o bebê não consegue o que precisa e os pais permanecem travados, sem poderem apreciar a personalidade única do seu bebê. Ou, você poderia pegar o bebê para acalmá-lo e colocá-lo de volta no berço porque "não é hora de alimentá-lo ainda". Ele tem que aprender, afinal de contas, a ser feliz "por si só". Todos saem perdendo novamente; ele começa a chorar e você fica nervosa(o). Ele vai aprender que suas técnicas de comunicação, embora ouvidas, não são atendidas, o que pode levá-lo a desconfiar de suas próprias percepções: "talvez eles estejam certos. Talvez eu não esteja com fome".

4. Resposta imediata
Sua outra opção é dar uma resposta imediata e carinhosa. Esta é a situação em que ambos os lados saem ganhando e desenvolvem um sistema de comunicação que funciona para os dois. A mãe responde de forma rápida e sensível, então o bebê sente-se menos desesperado na próxima vez em que precisa de alguma coisa. Ele aprende a "chorar melhor", de uma forma menos perturbadora porque sabe que sua mãe virá. A mãe organiza seu ambiente de forma que haverá menos necessidade para o bebê chorar; ela o mantém perto dela, assim sabe se ele está cansado e pronto para dormir. A mãe também desenvolve sua sensibilidade para interpretar o choro e dá a solução correta. Uma resposta rápida quando seu bebê é novinho e chora facilmente ou quando o choro deixa claro que ele está em situação de perigo real; uma resposta lenta quando seu bebê é mais velho e começa a aprender como resolver seus próprios incômodos sozinho.

Responder apropriadamente quando seu bebê chora é o primeiro e mais difícil desafio de comunicação que você enfrentará como mãe. Você vai tornar-se especialista no assunto somente após ensaiar milhares de respostas ao choro nos primeiros meses. Se você desde início encarar o choro do bebê como um sinal a ser respondido e analisá-lo ao invés de pensar que é um mau hábito e deve ser eliminado, você estará abrindo-se para tornar-se uma especialista nos sinais do seu bebê, o primeiro passo para ser uma especialista sobre tudo o que diz respeito a seu bebê. Cada sistema de sinalização mãe-bebê é único. É por isso que é tão limitada a visão dos "treinadores de choro", que prescrevem fórmulas para responder ao choro, como "deixe-o chorar por cinco minutos na primeira noite, dez minutos na segunda" e assim por diante.

Culpa ?
Não é por sua culpa que o bebê chora. Nem é sua responsabilidade fazê-lo parar de chorar. Claro, você permanece aberta a novas dicas para ajudar o seu bebê (como uma mudança na sua dieta ou carregá-lo junto ao seu corpo) e envolve o pediatra se você suspeita de uma causa física por trás do choro. Haverá vezes em que você não saberá o porquê de o bebê estar chorando - e você vai se perguntar se o próprio bebê saber porque chora. Algumas vezes o bebê simplesmente precisa chorar e você não precisa se desesperar para fazê-lo parar depois de ter tentado o que geralmente funciona.

É um fato da vida de uma nova mãe ou novo pai que, embora o bebê chore para expressar uma necessidade, o estilo que ele usa para fazê-lo resulta do seu próprio temperamento. Não leve o choro do bebê para o lado pessoal. Sua função é criar um ambiente de apoio para diminuir a necessidade que seu bebê tem de chorar, oferecer um par de braços carinhosos e relaxados para que o bebê não chore sozinho e fazer um trabalho de detetive para descobrir o porquê do choro e como você pode ajudar o bebê. O resto é com o bebê.

6. O que dizem os estudos
As pesquisadoras Sylvia Bell e Mary Ainsworth fizeram pesquisas nos anos 70 que deveriam ter eliminado a teoria de mimar a criança para sempre. (É interessante notar que até hoje os autores que escrevem sobre desenvolvimento infantil e recomendam deixar o bebê chorar são quase sempre do sexo masculino). Essas pesquisadoras estudaram dois grupos de pares mães-bebês. O grupo 1 de mães dava uma resposta imediata ao choro do seus bebês. O grupo 2 era mais contido na sua resposta. Elas concluíram que as crianças do grupo 1, cujas mães haviam dado uma resposta mais carinhosa e rápida nos primeiros meses de vida tinham menos probabilidade de usar o choro como forma de comunicação em torno de 1 ano de idade. Essas crianças aparentavam maior ligação com as mães e tinham desenvolvido melhor comunicação, tornando-se menos manhosas e manipuladoras. Até então pais eram levados a acreditar que, se eles pegassem o bebê a cada choro, a criança nunca iria aprender a consolar-se sozinha, tornando-se mais exigente. O estudo de Bell e Ainsworth mostrou o oposto.

Num outro estudo comparando dois grupos de bebês, um grupo recebeu atendimento imediato e carinhoso e o outro foi deixado chorando. Os bebês cujos choros foram atendidos choravam setenta por cento menos. Os bebês do outro grupo, no entanto, não diminuíram seu choro. Em essência, pesquisas têm mostrado que bebês cujo choro foi atendido aprendem a "chorar melhor"; aqueles que são produto de uma criação mais rígida aprenderam a "chorar mais forte". É interessante que os estudos revelaram não só diferenças da forma como bebês comunicam-se com os pais com base na resposta obtida através do choro, mas também diferenças nas mães. Estudos mostraram que mães que preferem uma resposta mais contida gradualmente se tornaram mais insensíveis aos choros do seu bebê, e tal insensibilidade ultrapassou para outros aspectos da relação mãe-filho. Segundo pesquisas, deixar o bebê chorando é prejudicial à família toda.

7. Chorar não é "bom para os pulmões do bebê".
Esta é uma das frases mais ridículas do folclore médico. Nos anos 70, pesquisas mostraram que bebês que foram deixados chorando sozinhos tiveram batimentos cardíacos muito elevados e níveis de oxigênio diminuídos no sangue. Quando tais bebês eram acalmados, seu sistema cárdio-vascular rapidamente retornava ao normal, mostrando quão rapidamente os bebês reconhecem seu bem-estar num nível fisiológico. Quando o choro não é acalmado, o bebê permanece em desconforto psicológico e fisiológico.

A crença errônea de que o choro é saudável sobrevive ainda hoje nas escalas de Apgar, um tipo de teste que os médicos utilizam para assessar rapidamente a condição de um recém-nascido nos primeiros minutos de vida. Os bebês recebem pontos extras por "chorar muito forte". Um bebê em estado de alerta silencioso, respirando normalmente e com coloração normal perde pontos na escala Apgar em relação a outro que nasce chorando. Um dos mais intrigantes de todos os sons humanos - o choro de um bebê - ainda é muito incompreendido.

Concluindo...
O choro não é somente um som; é um sinal - desenvolvido para a sobrevivência do bebê e o desenvolvimento dos pais. Nos primeiros meses de vida, bebês não conseguem verbalizar suas necessidades. Para preencher este espaço até que a criança seja capaz de falar "a nossa língua", bebês têm esta linguagem única chamada "choro". O bebê tem uma necessidade, como fome ou desejo de ser acalentado e isso desencadeia um som a que chamamos choro. O bebê não fica ponderando "são três da manhã e eu acho que vou acordar a mamãe para um lanchinho." Não ! Isso é a nossa interpretação do choro. Além disso, bebês não têm a acuidade mental para entender o porquê de sua mãe responder ao seu choro às três da tarde, mas não às três da manhã. O recém-nascido que chora diz: "Eu preciso de alguma coisa; algo não está aqui. Por favor, resolva meu problema".



Escrito por Juliana Bolanho às 11h39
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Cama Compartilhada

Esse assunto é delicado. Fato! Mas como foi a única coisa que dei o braço a torcer, precisava escrever sobre. Já que minha opinião antes do nascimento do Rafael era oposta ao que penso hoje em dia. Sempre achei um absurdo! Pra mim, lugar de criança era no berço e de preferência, em seu próprio quarto. Dizia que nisso eu seria irredutível, era minha opinião e ponto.

Até que nasceu nosso lindo Rafa. E após um mês de milhares de despertares assustados, saindo do quentinho da minha cama, caminhando até o quarto dele, o pegando no berço, dando de mamar e finalmente o fazendo dormir novamente; e o pior, uma gripe fortíssima, eu desisti! Foi um mês mto difícil e cansativo. E quando aderi a cama compartilhada, pude novamente dormir bem e sermos uma família 100% realizada. Hoje penso que lugar de bebê é sim ao lado da mãe, no quentinho, com carinho. Resmungou, mamou! Simples assim.

Mas para isso, a cama compartilhada deve ser feita de forma consciente e segura. Falemos sobre:

Somente nos últimos 150 anos, com o surgimento de casas com vários compartimentos, que começou a se separar os bebês e colocá-los para dormir longe dos seus pais. Durante centenas de anos, as mamães amamentavam seus bebês durante a noite quase sem despertar. Os bebês recebiam proteção, afirmação emocional, lições de como respirar, calor e leite materno.

Benefícios Fisiológicos
1. Os bebês mamam mais sem perturbar o sono da mãe e do bebê, dormindo mais (quase 3 vezes mais) do que aqueles bebês amamentados que dormem sozinhos.
2. Os bebês choram significativamente menos. Teoricamente supõe-se que menos choro é mais energia para se desenvolverem.
3. Maior oportunidade para amamentar se traduz em menos incidência de doenças.
4. Durante as primeiras semanas de vida do bebê, seu ritmo respiratório não é suficiente maduro e é freqüente os casos de apnéias. Se a mãe dorme ao seu lado, ela proporciona ao bebê um padrão de respiração que este pode imitar.
5. A fase profunda do sono é muito menor diminuindo assim o risco da SMS (Síndrome de Morte Súbita). Além disso, o desenvolvimento neuronal ocorre em seu máximo esplendor na fase menos profunda do sono, com a prática da cama compartilhada está se potencializando seu desenvolvimento mental.
6. Pesquisas demonstram que para um bebê, dormir sozinho é muito estressante, por isso que eles choram. Qdo choram, altos níveis de cortisona (hormônios do stress) são liberados. A constante exposição à cortisona na infância, causa danos físicos ao cérebro.

Orientações para uma Cama Compartilhada segura:

- Coloque a criança para dormir deitada de costas

 

- Coloque a criança ao lado da mãe invés de entre a mãe e o pai

 

- Utilize uma cama grande e firme e tome precauções para prevenir a queda do bebê da cama

 

- Não durma com a criança em uma cama d’água ou sofá

 

- Não coloque uma criança para dormir sozinha em uma cama de adulto

 

- Não utilize almofadas e roupas de camas fofas

 

- Não compartilhe a cama com seu bebê sob a influência de drogas, álcool, medicação para resfriado e alergia que não necessitam de receita médica para a compra ou se estiver extremamente privado do seu sono

 - Irmãos, irmãs ou babás não devem dormir com a criança


Você optou por compartilhar a cama, a noite toda ou parte dela, com seu bebê? Divida sua experiência.



Escrito por Juliana Bolanho às 00h59
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Cesárea não é normal

Percorrer o caminho natural, do útero até o abraço da mãe, é uma viagem fascinante, saudável, milenar, que cria laços e memórias inesquecíveis.

O Brasil é o campeão mundial em número de cesáreas. Segundo dados do Ministério da Saúde, dos cerca de três milhões de nascimentos que acontecem todos os anos, 80% dos que ocorrem na rede privada são cesáreas. Na rede pública o número é mais baixo, mas ainda continua bem elevado, em 26%. Índices muito acima daqueles recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que vai de 15% a 20% de cesáreas.

Aquilo que é natural e biológico, e que deveria ser simplesmente uma mulher trazer seus filhos ao mundo através do parto normal, não vem acontecendo entre nós. A cesárea, cirurgia inventada na Roma dos césares, daí o nome, foi criada para situações de emergência, quando o bebê não sairia de nenhuma outra maneira de dentro do útero materno a não ser através de uma incisão.

Trata-se de uma das grandes maravilhas da medicina, pois, se ela não existisse, as vidas de mãe e filho estariam em risco. Mas sua indicação deve ser criteriosa e considerada em casos raros. No Brasil, porém, seja por comodidade do médico, da mãe ou de ambos, a cesárea tornou-se uma opção, algo que mães e médicos discutem como se fosse uma possibilidade aberta a todas – e tem virado uma mania. Perigosa, a bem da verdade.

Sabemos que o parto natural não tem hora para acontecer, deixa todo mundo na expectativa, de prontidão a qualquer hora do dia ou da noite, exige paciência e um trabalho árduo até chegar à dilatação e, eventualmente, à expulsão do bebê.

Há casos em que o trabalho de parto dura 24 horas. E é um processo dolorido, como se sabe. Mas nada que não se possa suportar. Já a cesárea, que é uma cirurgia, é feita sob anestesia e com hora marcada. Dor, espera e sofrimento no trabalho de parto passam longe. Mas, se perguntarmos aos nossos obstetras, honestamente, o que é melhor para o bebê, a resposta é uma só: sem dúvida, o parto normal.

Por isso, antes de optar por uma cesariana, seja por comodidade ou por medo de sentir dor, procure buscar informações para conhecer os grandes benefícios que um parto vaginal traz, tanto para a mãe quanto para o bebê. No parto natural, a sensação do corpo funcionando é deliciosa. A dor é o de menos. Estar bem para receber seu bebê, sem precisar ser submetida a cortes profundos e sem, ou com o mínimo possível, de anestesia, faz toda a diferença.

Parto natural é melhor para todo mundo

O parto normal dá à mulher, além da recuperação mais rápida, uma disponibilidade maior para cuidar do bebê, além de aumentar as chances de uma boa amamentação.
De acordo com o dr. Jorge Kuhn, pai de Clara, Renata e Otávio, há outras vantagens: “Durante o trabalho de parto, um coquetel de substâncias é produzido e liberado pelo corpo da mãe e passa para o bebê”.

Entre estas substâncias estão a ocitocina, que estimula as contrações; a prolactina, que será essencial na produção de leite; as beta-endorfinas, que aliviam a dor; e o cortisol, importante no amadurecimento dos pulmões do bebê. Na fase final do parto começa a ser produzida a adrenalina, que dá um ânimo extra à mãe e ao bebê no momento da expulsão.

Para os bebês, além dos benefícios do coquetel citado acima, o principal benefício é que, ao passar pelo canal de parto (a vagina dilatada e pulsante), o bebê é submetido a uma massagem feita naturalmente nos pulmões – que faz com que o líquido amniótico inspirado seja eliminado.

De acordo com o pediatra Yechiel Moises Chencinski, pai de Renato e Danilo, num parto vaginal sem nenhum problema, ou intercorrência, a transição do útero para os braços da mãe é vista como uma linha contínua entre a vida intra e extra-uterina. “O bebê colocado no colo da mãe após o parto reconhece os batimentos cardíacos e a voz materna, sente seu calor, seu cheiro; isso o mantém seguro e mais calmo”, afirma o especialista.

O obstetra Abner Lobão, da Universidade Federal de São Paulo, pai de Artur, comenta que a nomenclatura já mostra a diferença: um parto é natural e fisiológico; a cesárea é uma cirurgia. Há sempre o risco de um parto “agendado” trazer ao mundo um bebê antes da hora. “Numa cesárea, é maior a probabilidade de nascimento de prematuros, com todas as complicações associadas. E mesmo quando dois bebês nascem no tempo certo (cerca de 40 semanas), o do parto normal tem melhor desempenho no berçário do que o nascido de cesárea”.

               Cesárea é Cirurgia!


Escrito por Juliana Bolanho às 02h56
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Carinho da mãe na infância ajuda na vida adulta

 

Um estudo indica que pessoas que recebem carinho em abundância de suas mães quando bebês são mais capazes de lidar com as pressões da vida adulta.

A pesquisa, divulgada pela publicação científica Journal of Epidemiology and Community Health, foi feita com 482 moradores do Estado americano de Rhode Island (nordeste do país) que foram avaliados quando crianças e na vida adulta.

Os cientistas disseram que os abraços, beijos e declarações de afeto da mãe aparentemente têm efeito em longo prazo e tendem a gerar um vínculo sólido com o bebê, contribuindo para a saúde emocional das pessoas.

Segundo os pesquisadores, o vínculo sólido entre mãe e bebê não apenas diminui o estresse da criança como também a ajuda a desenvolver recursos que a auxiliarão em suas interações sociais e na vida de maneira geral.

Interação

Como parte do estudo, psicólogos avaliaram a qualidade das interações entre mães e seu bebê de oito meses durante uma consulta de rotina.

O psicólogo analisou quão bem a mãe respondia às emoções e necessidades da criança, atribuindo uma "nota de afeição" à mãe baseada nas características da interação.

Do total de 482 casos, uma em cada dez mães apresentou níveis baixos de afeição em relação ao bebê.

A maioria (85%, ou 409 mães) demonstrou níveis normais de afeição, e 6% (27) mostraram níveis bastante altos.

Trinta anos mais tarde, os pesquisadores entraram em contato com as crianças, agora adultos, e as convidaram a participar de uma pesquisa sobre seu bem-estar e emoções.

Eles preencheram questionários que incluíam perguntas sobre sintomas específicos, como ansiedade e hostilidade, e também sobre níveis gerais de estresse.

Também foi perguntado aos participantes se eles achavam que suas mães tinham lhes dado afeto, com respostas variando entre "concordo enfaticamente" e "discordo enfaticamente".

Ao analisar os dados, os pesquisadores verificaram que as crianças cujas mães se mostraram mais afetuosas aos oito meses de idade apresentavam os menores índices de ansiedade, hostilidade e perturbação geral.

Houve mais de sete pontos de diferença nos índices de ansiedade entre os participantes cujas mães haviam mostrado níveis baixos ou normais de afetividade e aqueles cujas mães mostraram níveis altos de afetividade.

A equipe de pesquisadores concluiu que crianças que receberam grandes doses de afeição das mães se revelaram mais capazes de lidar com todos os tipos de estresse.

Em particular, participantes cujas mães eram calorosas pareceram lidar melhor com a ansiedade do que os que tinham mães frias.

"É surpreendente que uma observação rápida do calor maternal na infância esteja associada com perturbações nos filhos 30 anos mais tarde", disseram os autores do estudo.

A equipe acrescenta, no entanto, que a influência de outros fatores, como personalidade, criação e escolaridade, não pode ser excluída.

Sintonia

Especialistas ressaltam, no entanto, que é importante saber quando parar: o excesso de afeto maternal, especialmente se a criança já está mais crescida, pode ser perturbador e embaraçoso para ela.

A psicóloga e escritora Terri Apter, da faculdade Newnham College, na cidade de Cambridge, na Inglaterra, estudou os efeitos dos relacionamentos entre mãe e criança e disse que é importante para a mãe ser receptiva ao bebê, além de lhe dar afeto.

"Bebês não nasceram sabendo como regular suas emoções. Eles aprendem ao ficar estressados e ser acalmados."

"E uma mãe receptiva vai perceber as pistas e saber quando a criança já recebeu o suficiente".

Ou seja, vai saber não apenas quando dar carinho e quando parar, concluiu Apter.



Escrito por Juliana Bolanho às 00h32
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Dia Nacional da doação do Leite Materno

1. de outubro é o dia pra vc parar, pensar e doar!

O Dia Nacional de Doação de Leite Materno é uma campanha promovida pelo Ministério da Saúde. A data tem como objetivo destacar a importância da doação de leite e estimular as mulheres a tornarem-se doadoras.

Doar leite é muito mais fácil do que imagina-se, basta boa vontade e potes de vidros com tampas plásticas (possíveis de serem esterelizados). Bombinha elétrica? Claro que não é necessário! Eu mesma consigo só na ordenha manual tirar de 80 a 100ml por vez. Mas como eu disse, tem que ter força de vontade e pensamento focado no bebê.

Mas vou explicar diretinho todo esse processo:

Quem pode ser doadora de leite humano?

Algumas mulheres quando estão amamentando produzem um volume de leite além da necessidade do bebê, o que possibilita que sejam doadoras de um Banco de Leite Humano.

De acordo com a legislação que regulamenta o funcionamento dos Bancos de Leite no Brasil,  a doadora além de apresentar excesso de leite, deve ser saudável, não usar medicamentos que impeçam a doação e se dispor a ordenhar e a doar o excedente.

Como doar?

Se você quer doar seu leite entre em contato com um Banco de Leite Humano. Encontre aqui o endereço mais perto de você.

Como preparar o frasco para coletar o leite humano?

- Escolha um frasco de vidro com tampa plástica, pode ser de café solúvel ou maionese;
- Retire o rótulo e o papelão que fica sob a tampa e lave com água e sabão, enxaguando bem;
- Em seguida coloque em uma panela o vidro e a tampa e cubra com água, deixando ferver por 15 minutos (conte o tempo a partir do início da fervura);
- Escorra a água da panela e coloque o frasco e a tampa para secar de boca para baixo em um pano limpo;
- Deixe escorrer a água do frasco e da tampa. Não enxugue;
- Você  poderá usar quando estiver seco.

Como se preparar para retirar o leite humano (ordenhar)?

O leite deve ser retirado depois que o bebê mamar ou quando as mamas estiverem muito cheias.

Ao retirar o leite é importante que você siga algumas recomendações que fazem parte da garantia de qualidade do leite humano distribuído aos bebês hospitalizados:

1- Escolha um lugar limpo, tranquilo e longe de animais;

2- Prenda e cubra os cabelos com uma touca ou lenço;
3- Evite conversar durante a retirada do leite ou utilize uma máscara ou fralda cobrindo o nariz e a boca;
4- Lave as mãos e antebraços com água e sabão e seque em uma toalha limpa.

Como retirar o leite humano (ordenhar)?

Comece fazendo massagem suave e circular nas mamas.



Massageie as mamas com as polpas dos dedos

começando na aréola (parte escura da mama) e,

de forma circular, abrangendo toda mama.




 

É ideal que o leite seja retirado de forma manual:


 


- Primeiro coloque os dedos polegar e indicador no local onde começa a aréola (parte escura da mama);
- Firme os dedos e empurre para trás em direção ao corpo;
- Comprima suavemente um dedo contra o outro, repetindo esse movimento várias vezes até o leite começar a sair;
- Despreze os primeiros jatos ou gotas e inicie a coleta no frasco.


Se você estiver com dificuldade de retirar seu leite, procure apoio no Banco de Leite Humano mais próximo de você.         

Como guardar o leite retirado para doação?

O frasco com o leite retirado deve ser armazenado no congelador ou freezer.
Na próxima vez que for retirar o leite, utilize outro recipiente esterilizado e ao terminar acrescente este leite no frasco que está no freezer ou congelador.
O leite pode ficar armazenado congelado por até 15 dias.
O leite humano doado, após passar por processo que envolve seleção, classificação e pasteurização, é distribuído com qualidade certificada aos bebês internados em unidades neonatais.

E você, já doou leite?





Escrito por Juliana Bolanho às 23h15
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MUITAS MULHERES NÃO SABEM AMAMENTAR

Apesar de tantas campanhas e de ninguém questionar as vantagens, uma em cada quatro mulheres enfrenta dificuldades na hora de amamentar.

O estudo, do Centro de Referência Estadual em Bancos de Leite Humano do Piauí, foi apresentado em um congresso de bancos de leite, que acontece em Brasília.

A pesquisa avaliou 1.800 mulheres que deram à luz entre fevereiro e março deste ano. Delas, 435 -24% do total- apresentaram algum problema no aleitamento, sendo os mais comuns mamas cheias demais, baixa produção de leite, fissura do bico do seio e dificuldade no posicionamento do bebê.

O que justifica o índice, diz a nutricionista Vanessa Paz Lima, coordenadora do levantamento, é a falta de informação sobre os modos corretos de amamentar e de prevenir esses problemas.

"Falta educação", concorda a pediatra e neonatologista Clery Bernardi Gallacci, da Maternidade Santa Joana, em São Paulo. "É preciso dar assistência no pré-natal, no momento do nascimento e depois." A mama cheia, que foi o problema mais recorrente, está diretamente relacionada à falta de informação. Se a mãe não sabe que deve alimentar o bebê periodicamente, o peito enche e o bebê só vai abocanhar o bico, o que pode levar a fissuras.

"O correto é que ele abocanhe toda a região da aréola, que é onde ficam os sacos de leite, e não o bico", explica Danielle Silva, coordenadora de Processamento e Controle de Qualidade do Banco de Leite Humano do Instituto Fernandes Figueira/Fiocruz.

Para isso, a posição correto do bebê é fundamental: a cabeça deve estar recostada na curva do braço da mãe e o corpo alinhado ao dela.
O mau posicionamento também pode até causar fissuras nos mamilos, o que leva a dores nas mamadas.

Nesses casos, recomenda-se que a mãe hidrate o bico do seio com o próprio leite ao final da mamada. "Ele também protege contra infecções", diz Danielle Silva.

FALTA DE APOIO

O segundo problema mais frequente foi a baixa produção, que é evitada dando de mamar com frequência.

"O maior problema é a falta de apoio. Muitos pediatras não sabem orientar direito", acredita Fabíola Cassab, fundadora do grupo Matrice, de apoio à amamentação.

Todas essas orientações, segundo Vanessa Paz Lima, devem ser passadas à mãe logo no pré-natal e devem continuar nos dias seguintes ao nascimento do bebê.

"Se, durante a internação do pós-parto, identificarmos que a mãe apresenta algum problema para amamentar, ela passa a receber uma orientação intensiva e só recebe alta se tiver entendido os procedimentos", afirma.

Segundo ela, o importante é que haja conforto durante o aleitamento: "Qualquer condição que provoque dor pode interferir na amamentação e desestimulá-la".

Danielle Silva completa: "A Organização Mundial da Saúde preconiza seis meses de aleitamento exclusivo. Isso não apenas nutre, como protege contra infecções".

Pega

Quais as dificuldades que você enfrentou com a amamentação?



Escrito por Juliana Bolanho às 21h02
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Doulas

O que significa "doula"

A palavra "doula" vem do grego "mulher que serve". Nos dias de hoje, aplica-se às mulheres que dão suporte físico e emocional a outras mulheres antes, durante e após o parto.

Antigamente a parturiente era acompanhada durante todo o parto por mulheres mais experientes, suas mães, as irmãs mais velhas, vizinhas, geralmente mulheres que já tinham filhos e já haviam passado por aquilo. Depois do parto, durante as primeiras semanas de vida do bebê, estavam sempre na casa da mulher parida, cuidando dos afazeres domésticos, cozinhando, ajudando a cuidar das outras crianças.

Conforme o parto foi passando para a esfera médica e nossas famílias foram ficando cada vez menores, fomos perdendo o contato com as mulheres mais experientes. Dentro de hospitais e maternidades, a assistência passou para as mãos de uma equipe especializada: o médico obstetra, a enfermeira obstétrica, a auxiliar de enfermagem, o pediatra. Cada um com sua função bastante definida no cenário do parto.

O médico está ocupado com os aspectos técnicos do parto. As enfermeiras obstetras passam de leito em leito, se ocupando hora de uma, hora de outra mulher. As auxiliares de enfermeira cuidam para que nada falte ao médico e à enfermeira obstetra. O pediatra cuida do bebê. Apesar de toda a especialização, ficou uma lacuna: quem cuida especificamente do bem estar físico e emocional daquela mãe que está dando à luz? Essa lacuna pode e deve ser preenchida pela doula ou acompanhante do parto.

O ambiente impessoal dos hospitais, a presença de grande número de pessoas desconhecidas em um momento tão íntimo da mulher, tende a fazer aumentar o medo, a dor e a ansiedade. Essas horas são de imensa importância emocional e afetiva, e a doula se encarregará de suprir essa demanda por emoção e afeto, que não cabe a nenhum outro profissional dentro do ambiente hospitalar.

O que a Doula faz?

Antes do parto a ela orienta o casal sobre o que esperar do parto e pós-parto. Explica os procedimentos comuns e ajuda a mulher a se preparar, física e emocionalmente para o parto, das mais variadas formas.

Durante o parto a doula funciona como uma interface entre a equipe de atendimento e o casal. Ela explica os complicados termos médicos e os procedimentos hospitalares e atenua a eventual frieza da equipe de atendimento num dos momentos mais vulneráveis de sua vida. Ela ajuda a parturiente a encontrar posições mais confortáveis para o trabalho de parto e parto, mostra formas eficientes de respiração e propõe medidas naturais que podem aliviar as dores, como banhos, massagens, relaxamento, etc..

Após o parto ela faz visitas à nova família, oferecendo apoio para o período de pós-parto, especialmente em relação à amamentação e cuidados com o bebê.

A Doula e o Pai

A doula não substitui o pai (ou o acompanhante escolhido pela mulher) durante o trabalho de parto, muito pelo contrário. O pai muitas vezes não sabe bem como se comportar naquele momento. Não sabe exatamente o que está acontecendo, preocupa-se com a mulher, acaba esquecendo de si próprio. Não sabe necessariamente que tipo de carinho ou massagem a mulher está precisando nessa ou naquela fase do trabalho de parto.

Eventualmente o pai sente-se embaraçado ao demonstrar suas emoções, com medo que isso atrapalhe sua companheira. A doula vai ajudá-lo a confortar a mulher, vai mostrar os melhores pontos de massagem, vai sugerir formas de prestar apoio à mulher na hora da expulsão, já que muitas posições ficam mais confortáveis se houver um suporte físico.

O que a Doula não faz?

A doula não executa qualquer procedimento médico, não faz exames, não cuida da saúde do recém-nascido. Ela não substitui qualquer dos profissionais tradicionalmente envolvidos na assistência ao parto. Também não é sua função discutir procedimentos com a equipe ou questionar decisões.

Vantagens

As pesquisas têm mostrado que a atuação da doula no parto pode:

diminuir em 50% as taxas de cesárea
diminuir em 20% a duração do trabalho de parto
diminuir em 60% os pedidos de anestesia
diminuir em 40% o uso da oxitocina
diminuir em 40% o uso de forceps.

Embora esses números refiram-se a pesquisas no exterior, é muito provável que os números aqui sejam tão favoráveis quanto os acima mostrados. (Fonte: www.doulas.com.br)

E vc, teve ou pretende ter uma doula acompanhando seu parto?

Doula



Escrito por Juliana Bolanho às 13h16
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Meu relato de parto!

Meu parto

Dia 29/04 - 40s e 1 dia, tinha consulta semanal de acompanhamento na Casa de Parto do Sapopemba, onde ele nasceria. Nessa semana eu havia andado mto e praticado bastante os 3 hots. Estava sentindo umas coisas estranhas, que tava em dúvida se era contração ou não. Lá tive meu primeiro toque e pra minha surpresa: 4cm - sem nenhuma dor!!
A obstetriz achava q nasceria naquela noite mesmo. Fui pra casa, dormi normalmente...

Dia 30/04- acordei 13h da tarde, tomei uma vitamina de abacate e: UI! Senti a primeira contração...
Comecei a marcar e estavam mto irregulares ainda. Fiquei trabalhando on-line e falando com meu marido, contava pra ele via Msn cada contração.
Só 15h30 que pedi pra ele vir pra casa (ele trabalha na Zona Sul, moro na Zona Norte e a Casa de Parto é na Zona Leste). Umas 17h00 ele chegou, e eu tava rebolando que nem doida pela casa, pq era gostoso!

Ainda fiz minha mala, me arrumei , aí já estavam de 3 em 3 minutos as contrações e saímos pra nossa viagem, no horário de rush. No caminho, em plena Radial Leste em TP, eu colocava a cabeça na janela e imaginava que todos estavam vendo que eu iria ter nenêm!! Era engraçado! E me ajudava a distrair, pq as contrações já estavam de menos de 2 em 2 minutos.
Cheguei na Casa de Parto e tinha uma moça sendo examinada, tive que ficar esperando.
Só sei que 19h lá fui eu fazer o cardiotoco e o toque: 7 pra 8cm de dilatação!!
Já troquei de roupa e fui pro banho, depois pra banheira, depois tentei ficar de cócoras. Mas doia demais!! Não conseguia... E as enfermeiras super fofas, fazendo massagem.
Eu ouvia música, não qria mais. Sentia calor, sentia frio. Queria meu marido, queria ficar sozinha. Nunca estive tão inconstante!

Só sei que a dor começou a apertar e eu nao arrumava jeito pra ficar. Mordia meu marido a cada contração, coitado. Pq eu mordia forte mesmooo.
Quis is pro banheiro e por incrível que pareça, lá eu me achei: Na privada!!

Eu tinha que fazer força e na privada eu me sentia bem, me sentia relaxada. Só que a cada contração, eu puxava o cabelo da enfermeira. Eu tava muito louca nessa hora, tudo parecia um sonho, eu lá na privada, pelada e descabelada e todo mundo calmamente me olhando.
Eu sou mto inquieta e no parto não foi diferente. Mas chegou uma hora que me falaram que eu já estava há mto tempo com dilatação total, precisava me concentrar.
Eu tava mole, achava que não teria forças. Mas me concentrei! Meu marido disse que já podia ver o cabelinho e isso me animou... mas parece que era difícil fazer força. Que mané força de cocô oq!!
Parecia que eu estava há dias lá, tudo girava e eu estava em transe. Até que tomei bronca da enfermeira :( Ela disse que meu filho precisava de mim... e poxa, eu sabia disso!! Mas achava que não ia conseguir. Eu me sentia capaz, me sentia feroz, mas eu gritava e isso só atrapalhava.
Então fui de novo pra privada querida, e a enfermeira disse q eu tava indo bem. Mas comentou algo de episio e eu virei o bichooo!! Me deu um medo danado e eu travei.
Voltei pra cama, força, mais força.
Ta quase! Ta quase!
Até q ela disse que os batimentos dele estavam caindo, que faria episio. Aí eu chorei, esgoelei que não queria, tentei força mais uma vez. E então cedi...
Foi rápido, pq em 1 minuto ele nasceu! Nem senti o tal círculo de fogo. Só queria ver meu bebê! Ele chorava muito e tinha uma cabeça de cone. Mas era lindoo!
Ficou um tempão no meu colo, até fez cocô...
Aquela cena, o cheiro, o meu cansaço, o chorinho dele... fez eu me sentir mto poderosa!

Então, assim nasceu Rafael *-*

30/04/2010 às 22h15
3,550kg e 51 cm- apgar 9/10.

No total, meu parto foi muito rápido, muito gostoso, meio doido, não sei explicar. Meu marido esteve o tempo todo ao meu lado... e isso fez toda diferença!
Cheguei lá e ele nasceu +- 3h depois.

Adorei a Casa de Parto do Sapopemba. As enfermeiras são muito fofas e carinhosas e tive um ótimo tratamento no pós-parto tb. Nem qria ter alta, rs

 



Escrito por Juliana Bolanho às 11h49
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